Renegociação de Dívidas – Saiba o que fazer e o que não fazer

Atualizado: 3 de Abr de 2019


Antes de tudo, antes de iniciarmos na questão da renegociação com o Banco, você precisar estar por dentro da sua situação financeira atual: faça o seu orçamento, saiba o quanto ganha, quanto gasta e quanto sobra.


Será necessária haver alguma sobra para você conseguir pagar as suas dívidas, se você estiver gastando mais do que ganha, você está com descontrole financeiro, e será necessário fazer esforços para gastar menos, urgentemente. Se precisar de ajuda quanto a isso, você pode ler esses três artigos aqui:


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Primeiro, vamos nos concentrar naquilo que você precisa fazer ao renegociar suas dívidas com os Bancos, e a primeira coisa é ler o Contrato. Saiba as informações chaves da sua operação, como o valor da parcela, a taxa de juros, o número de parcelas, se alguma coisa estiver errada aí, você já ganhou a causa e terá todas as possibilidades para renegociar e até mesmo conseguir ressarcimento se for o caso.


A segunda coisa a se fazer é não aceitar renovações com troco, isto é, renovar o empréstimo, quitando o saldo devedor atual, e pegando mais um valor emprestado, mais ou menos no valor que você já pagou no seu atual empréstimo, mesmo que haja uma redução na taxa de juros.


Se você está com dificuldades para pagar o seu empréstimo, você deve fazer um novo reduzindo os juros, mas não esticando mais ainda a sua dívida e pegando mais valores emprestados. Concentre-se em pagar o empréstimo atual, para só depois, pensar em fazer um novo...


Outra coisa a se fazer, é formalizar a sua intenção de renegociar quando você não for atendido na agência bancária. Pode acontecer de você não conseguir renegociar conversando com o atendente e com o gerente do Banco. Neste caso, inclua uma reclamação formal, comece pela Ouvidoria do Banco, e se não funcionar, recorra ao Banco Central.


Outra alternativa para renegociar dívidas com os bancos é procurar outra instituição financeira que oferece taxas de juros mais atrativas, como os bancos digitais. Dependendo do tipo de empréstimo, você também pode pedir a portabilidade do crédito, isto é, transferir o saldo devedor de uma instituição para outra, mantendo as mesmas regras, só que com juros mais atraentes.


A próxima dica se refere às feiras de renegociações! Cada vez são mais comuns, vai na internet, busca essas oportunidades online e não tenha medo de fazer a sua proposta! Há feiras que são online, você pode negociar pela internet, e há as feiras físicas regionais e nacionais, onde você vai cara a cara e renegocia lá na hora.


A última coisa a se fazer é procurar um advogado. Se você tentou várias formas de renegociar sem sucesso, e você se considera lesado ou em desvantagem nestas tentativas de renegociações, então procure um especialista, um advogado.


Geralmente, um advogado vai te cobrar conforme o valor da sua dívida. Há opções de se buscar um advogado público quando as dívidas são menores, informe-se no Fórum de sua cidade. Agora, se a sua dívida for alta, vale a pena contratar um bom especialista!


Como prometido no título do artigo, segue abaixo “o que não fazer”:


Um dos erros comuns que as pessoas cometem, é não fazer uma lista das dívidas e saber quais são as prioritárias. Não escolha aleatoriamente, por valor, data, ou sei lá o que. Pague primeiros aquelas dívidas maiores e com taxas de juros maiores, geralmente o cartão de crédito está no topo, pois tem as mais altas taxas de juros do sistema bancário.


Além da questão dos juros, escolha pagar primeiro aqueles empréstimos críticos, como o financiamento do veículo e da casa, você não quer que seus bens entrem em leilão, não é mesmo? Portanto, não esqueça da sua lista de prioridades, ok?


Também é um erro ainda comum, as pessoas não saberem as suas reais condições financeiras atuais, elas não fazem o seu orçamento! Muitas pessoas cometem o erro de assumir novas parcelas, novas dívidas, novas negociações e que não cabem no orçamento, e o problema assim, continuará, a renegociação vai ser um desastre!


Outra coisa que a pessoa deve evitar é esquecer de olhar a taxa de juros! Esse negócio de a prestação caber no mês, é só um lado do negócio, não adianta caber no seu orçamento mensal uma renegociação com uma alta taxa de juros, onde você pagará de duas a três vezes o valor da sua dívida, por anos a fio.


Do mesmo jeito, um outro problema é alongar demais o prazo! Com isso, você acaba pagando muito juro e acontece de pagar um valor monetário muito maior do que o valor original.

Se você não entende nada de cálculos de juros, outro erro que acontece é não pedir ajuda. Há informações nos sites do SPC e SERASA com dicas para evitar endividamento, assim como, muitos cursos online que ensinam técnicas e fornecem conceitos básicos para se saber.


Outro erro é aceitar a venda casada. Se você está com dificuldades financeiras, não se comprometa pagando seguros ou títulos de capitalização, fuja dessas ofertas de renegociação que envolvem aquisição de novos produtos e serviços bancários.


Forte abraço!


Edson Luiz Pocahi

PenseGrande.net/Poupar-Reduzir-Custos


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