Os 6 principais erros da Gestão Financeira nas empresas


- Não conhecer os detalhes dos processos da organização


Como gerenciar um negócio, se você não faz controles? Esse é um dos primeiros entendimentos que se precisa ter em qualquer negócio de sucesso. Se o administrador não possui conhecimento sobre o que ocorre em cada processo do seu negócio, ficará muito difícil identificar as eventuais falhas ou ineficiências que podem estar acontecendo, e onde há falhas de processos, há desperdícios.


- Não analisar constantemente a performance da empresa


Se o administrador não medir periodicamente a performance da sua empresa, ele não conseguirá entender o processo. Consequentemente, não poderá estabelecer qualquer estratégia de gerenciamento que leve a melhores resultados.


Uma gestão financeira eficiente deve levar em consideração um controle preciso, um bom planejamento e a análise das movimentações financeiras da empresa. O erro está justamente em considerar apenas a diferença entre as receitas e despesas — o que é um grande equívoco!


É preciso levar em consideração custos, despesas, investimentos, vendas e impostos para apurar corretamente se a empresa está ou não alcançando os resultados almejados.


- Não realizar fluxo de caixa


Fazer o fluxo de caixa é importantíssimo, se você não controla o que entra e sai de dinheiro no seu caixa, você vai controlar o que na organização? Mas, acredite, muita organização por aí não faz, não faz corretamente, ou não faz periodicamente. Precisa ser constante, ok? Isto quer dizer sempre! E isso deve ir muito além do que simplesmente conferir o extrato bancário!


O fluxo de caixa não é apenas uma ferramenta cuja aplicação se destina a verificar o que ocorreu no passado. Além de fornecer informações sobre as entradas e saídas de dinheiro que ocorreram, geram um cronograma para o futuro de contas a pagar e receitas a receber. Além disto, um fluxo de caixa bem detalhado pode indicar importantes dados estratégicos, como quem são os clientes que pagam pontualmente, quais os seus fornecedores de maior peso financeiro, tudo isso dá suporte para tomadas de decisão, negociações e planejamentos de investimentos.


- Não efetuar controle de estoque


Controlar o estoque para que não sobre e nem falte produtos e insumos é uma arte que envolve método. Não controlar o estoque leva quase sempre a empresa em direção ao prejuízo financeiro. Se faltar produtos, a empresa perderá vendas e receitas. Se sobrar estoque, há prejuízos financeiros porque acaba imobilizando parte do seu capital de giro lá, sem falar ainda na questão do produto em si, pois há produtos que possuem validade ou ficam obsoletos rapidamente.


O ideal é manter um equilíbrio, com produtos suficientes para suprir a demanda. Como se faz isso? Controlando as saídas. Tem produto parado muito tempo? Uma opção é reduzir preços para vende-los o quanto antes e depois comprar menos destes itens. Teve demanda por um produto que acabou? Foi sazonal ou vale aumentar um pouquinho a compra deste produto? Ficar de olho nas vendas e na demanda é crucial para controlar o estoque, precisa ser constante e em total sintonia com a área de atendimento e vendas da empresa. Portanto, sem controlar, não tem como ajustar o estoque para o equilíbrio, entendido?


- Errar no cálculo necessário de capital de giro (ou não fazer o cálculo)


Conforme um negócio cresce, é necessário investir, e o administrador precisa a todo movimento organizacional desses, estar ciente de quanto de capital de giro será necessário neste novo cenário, pois, se a empresa cresce, as despesas também crescem, e isso exigirá do gestor um planejamento e um controle financeiro eficiente para administrar seus novos custos fixos e variáveis e demais investimentos necessários para o crescimento do negócio.


Se o novo valor de capital de giro não for calculado, será um erro que pode trazer sérios riscos de a empresa não conseguir se sustentar, será o famoso “deu o passo maior que a perna”!


- Misturar dinheiro da empresa com dinheiro pessoal


Esse é um erro clássico! É nas empresas individuais, familiares e microempresas onde ele acontece com mais intensidade. Cuidado! Isso irá destruir o seu controle, tudo isso que falamos acima não será possível. Portanto, esse é, para o negócio de sucesso sustentável, o pior dos erros!


Misturar as contas pessoais com as contas da empresa é uma atitude que dificulta bastante o fluxo de caixa, e com isso, o funcionamento da organização. O correto é definir um pró-labore e respeitar os ganhos. Quando o empresário retira dinheiro do caixa para pagar dívidas pessoais, ele acaba diminuindo o capital de giro da empresa, o que pode trazer dificuldades para pagar compromissos, ou pior, ter que recorrer a empréstimos bancários.


Tenha em mente que a gestão financeira de uma organização precisa ser medida, os números precisam ser fiéis ao negócio para as devidas tomadas de decisão, aqui não há como ter criatividade, é necessário transparência e honestidade, só assim, uma empresa pode ser administrada corretamente em direção ao sucesso, combinado?


Edson Luiz Pocahi

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